10.3.16

(...)
-- Olha lá, atão sempre é verdade aquilo da filha do António Sarilho?
-- Aquilo com o padreco no jantar do dia da mulher?...
-- Havia de ser o quê?! Conta lá, mulher!
-- Atão não se sabe já que sim? Aquela sempre foi uma bácora, não houve rapaz que não se tenha posto em cima.
-- A mãe também era fresca, não te lembras dela nos bailes, que até vinha com uma prima de Lisboa?
-- Ui! A mãe ao lado da filha é uma santa. A putéfia, não descansou enquanto não se roçou no padre.
-- Rai's parta a rapariga, até me custa a acreditar...
-- Uma porqueta. Não largava a sacristia, sempre de roda, sempre de roda, o padre não foi de ferro e pôs-lhe as calças em cima...
-- As calças?! Quais calças? Subiu foi o saiote. Ai ó pá, que até me dá para a palermice!
-- Ri-te, ri-te.
-- Queres que chore, queres ver?
-- És cozida, tu! Ná, a batina acho que não, parece que na igreja nunca fizeram nada. Muito se aguentou ele. Ela sempre a oferecer-se, aquilo era uma pouca vergonha, as minissaias, os decotes, meu Deus, era um falatório.
-- Aquilo lá no jantar beberam uns copos, era de noite...
-- Pois foi. Ela saiu ó pai, a virar copos de vinho. Encontraram-nos na casa de banho da Junta, a Fernanda do Zé Penhas. Diz que lhe pregou logo umas chapadas nas trombas a ela. E estavam mesmo encavados, comós cães... ......
-- A puta...
-- Mas aquilo também não era homem para o ofício... Cá padres muito bonitos... E parece que tem um material de cavalo...  ......
-- Hã?.... .......
-- Ah pois é... .......Viu a Fernanda, que diz que nunca tinha visto um pau daqueles...
--?! A sério?! Ai o podre... ..... ai o podre....
-- ....... Tenho d'ir. Falamos depois....
-- Té logo.....